Energia solar descomplicada: entendendo como funciona a fotovoltaica

Os painéis de energia solar já não são exatamente uma novidade. Os equipamentos têm sido cada vez mais otimizados e popularizados, marcando presença em grande parte das casas e estabelecimentos comerciais das grandes cidades. Aqui mesmo, em nosso blog, já fizemos um post exclusivo com as 5 vantagens de investir em energia solar para sua empresa. Vale a pena reler!

Mesmo assim, muita gente ainda tem dúvidas sobre como eles funcionam e como conseguem transformar luz do sol em energia elétrica. Quer saber tudo sobre energia fotovoltaica? Fique com a gente e descubra!

A energia solar é algo muito mais comum do que se pensa

Você sabia que, mesmo antes da criação e popularização das placas fotovoltaicas, a grande parte da energia que consumíamos já vinha da luz solar? Isso mesmo! A energia que extraímos do petróleo e do carvão mineral, por exemplo, é proveniente da concentração lenta e gradual de energia solar, atingida por meio da fotossíntese. 

A verdade é que é fácil esquecer o quão influente e importante é esse astro gigante brilhando no céu. Quando a gente para pra pensar que ele já está por aí brilhando há bilhões e bilhões de anos, fica ainda mais absurdo pensar por que não aprendemos a usar sua energia antes, de forma direta – afinal, a luz do sol é abundante em quase todas as regiões do planeta, e está disponível de graça, para quem quiser usar. 

O problema sempre esteve no desenvolvimento das placas e baterias que pudessem captar a luz e transformá-la em energia elétrica, insumos por vezes caros e difíceis de manufaturar. Quer entender o funcionamento desse dispositivo? Olha só: 

Entendendo o funcionamento da placa

O painel ou placa de energia solar é constituído de porções menores, chamadas células solares. Essas células, por sua vez, são normalmente feitas de dois tipos diferentes de silício, que é um material semicondutor. Esse silício é envolvido por duas outras camadas de material condutor, numa espécie de sanduíche.  

Ao entrar em contato com a luz do sol, os elétrons dos materiais condutores se agitam e começam a se movimentar, criando corrente elétrica. A diferença de potencial entre os dois tipos de silício presentes no “recheio do sanduíche” semicondutor criam, por sua vez, um campo elétrico, que capta a corrente elétrica ali existente. E pronto, assim nasce a energia elétrica por meio da luz solar.  

É claro que esta é a versão altamente descomplicada do funcionamento de um painel solar. 

A transformação de luz em energia elétrica por meio da placa fotovoltaica envolve diversos processos físico-químicos, alguns bastante minuciosos e complexos. De maneira geral, porém, esse é o modo com que ela ocorre na grande maioria dos sistemas mais utilizados do Brasil. 

No momento da instalação, o usuário pode optar por sistemas integrados à rede elétrica, em que a energia gerada se mistura com a corrente elétrica tradicional e, se exceder a quantidade usada pela família, transforma-se em créditos na conta de luz. 

A outra opção são os sistemas off-Grid, completamente independentes. Eles armazenam energia em baterias para que a casa, estabelecimento ou equipamento seja alimentado quando não houver luz. Esses sistemas são bem mais caros e complexos, mas são alternativas muito boas para casas isoladas, estações replicadoras de sinal ou bombeamento.  

A importância do posicionamento

Um dos grandes problemas enfrentados por esses sistemas é sua altíssima dependência da incidência solar, que deve ser constante e abundante. Isso quer dizer que seu painel não vai conseguir atuar perfeitamente em dias nublados, não pode gerar energia durante a noite e, se estiver posicionado de maneira incorreta, não aproveitará bem a incidência de luz.

Para aproveitar ao máximo o potencial de sua placa, especialistas indicam que seja posicionada de acordo com a localização de sua casa ou estabelecimento em relação à linha do equador

Se você vive no hemisfério sul, ou seja, abaixo da linha do equador, sua placa deve ficar virada para o norte. Ao contrário, se seu telhado está posicionado no hemisfério norte, a placa deverá ficar voltada para o sul. 

Outro fator a ser considerado é o ângulo de inclinação do painel, que deve ser delimitado pela latitude do local instalado; assim, seu painel terá ainda mais tempo anual de exposição ao sol. Observe ainda a presença de árvores com copas cheias, que podem fazer sombra e impedir a incidência de luz sobre a placa. 

Algum grande edifício será construído em sua rua, próximo à sua casa ou estabelecimento? Certifique-se de que ele não cobrirá o sol nas horas mais importantes do dia. 

E aí? Conseguiu tirar suas dúvidas sobre essa incrível fonte de energia? Deixe seu comentário contando pra gente o que você está achando do blog! E claro, sugestões de outros assuntos interessantes que queira ver por aqui serão sempre bem-vindas!

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Até a próxima, pessoal!

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