Tudo sobre rede híbrida: entenda por que escolher essa configuração

Topologias físicas e lógicas, em árvore, barramento, anel, e a famosa rede híbrida… As terminologias são muitas e é natural que haja certa confusão quando o assunto é redes cabeadas. De qualquer maneira, entendê-las bem é muito importante no momento de projetar e construir redes eficientes e que atendam ao objetivo específico.

No post de hoje, nosso assunto é a rede híbrida – a topologia mais usada para grandes redes e o método mais indicado para adaptar seu conjunto de equipamentos às condições específicas da sua situação.

Para falar dela, porém, é necessário compreender o que são topologias de rede, quais são os tipos mais relevantes e onde usar redes híbridas em meio a isso tudo. Preparado? Fique com a gente e otimize seu conhecimento para fazer as melhores escolhas!

Topologia de rede física e lógica: diferenças

Redes de computadores são, basicamente, um grupo de equipamentos eletrônicos conectados por um mesmo conjunto de regras e parâmetros que permitem a comunicação e interação entre os componentes. É um conceito bem familiar de quem trabalha com conectividade!

A organização desses equipamentos ou a maneira com que eles estão conectados é chamada topologia de rede. É a própria estrutura com que a rede é composta, e define muito do seu funcionamento. Ela pode ser analisada de seu ponto de vista físico – a configuração dos cabos, nós, roteadores, gateways e tudo que envolve o hardware da conexão – e do ponto de vista lógico – a maneira com que os dados trafegam pelo circuito.

Um termo muito comum em toda essa discussão é o . É um conceito muito simples, mas seu não entendimento completo pode dificultar toda a conversa. Um nó é qualquer equipamento eletrônico conectado à rede: impressoras, computadores, celulares, mesas digitalizadoras, eletrodomésticos smart. Enfim, tudo que possui conectividade.

As topologias físicas que você precisa conhecer

Hoje, nos concentraremos nos tipos de topologia física, especificamente. A maneira com que os cabos e conectores se estabelecem na estrutura influenciam vários fatores, como a velocidade, segurança de rede e suas possibilidades de expansão. Para que possa trabalhar bem com esses elementos, você deverá conhecer 6 tipos de rede. São eles:

  • Ponto a ponto

É  a configuração mais simples possível, e já não é mais utilizada. Une dois ou mais computadores e cada um dos pontos da rede funciona como cliente e servidor ao mesmo tempo. A maioria desses sistemas é ligada por cabos crossover ou axiais.

Sua implementação é muito fácil, com um sistema de cabeamento simples e barato. A topologia, no entanto, peca em segurança e é muito limitada. Como já comentamos, é uma topologia ultrapassada, mas muito valiosa para compreender como funcionam as redes.

  • Barramento

Consiste na conexão de vários nós ao mesmo cabo, que comumente é um cabo axial. Este fio único é chamado barramento, com várias saídas individuais. Também é uma topologia muito simples, econômica e bastante limitada. A expansão é restrita, possui grande vulnerabilidade e a detecção de defeitos é difícil.

  • Estrela

Nessa configuração, diversos nós são conectados a um único aparelho central, que pode gerenciar a comunicação entre os computadores. É o comutador, também chamado de switch, que identifica o caminho a ser percorrido pelo dado, envia as informações apenas ao dispositivo de destino e determina a velocidade de transmissão.

É uma topologia muito empregada por sua confiabilidade. Como cada nó opera separado e isolado, o sistema continua funcionando em caso de defeitos e a identificação do problema é rápida. Pela necessidade de aquisição do switch e maior uso de cabos (usa-se cabos de par trançado), é mais cara que as topologias simples.

Anel ou ring

Na topologia ring, todos os componentes estão ligados em anel – um único cabo que leva os dados da origem passando todos os nós, até retornar ao primeiro. As unidades conectadas, portanto, precisam aguardar sua vez para se comunicar.

A topologia possui peculiaridades, pois não ocorre exatamente como é representada – é quase que uma teoria, pois seria muito problemático realizar essa configuração física na prática.

Na realidade, os componentes se conectam a um distribuidor que chamamos de MAU (Multistation Access Unit). Ele une todos os componentes da rede e a configuração física passa a se parecer muito com a topologia em estrela. Na parte lógica, porém, ainda trabalha em anel.

É bastante econômica, especialmente se a rede precisa ocupar grandes áreas geográficas. É, no entanto, pouco resistente a falhas e muito difícil de expandir, pois quanto mais componentes estão conectados, mais lenta é a transmissão.

  • Em malha, ou mesh

Consiste em uma “malha” com nós interligados, em que vários caminhos podem levar ao mesmo destino. Os caminhos múltiplos são ligados por equipamentos especiais, os roteadores.

É muito utilizada em redes de longa distância por ser muito eficaz contra falhas: se um dos caminhos deixa de funcionar, diversos outros podem realizar a conexão. Também é mais complexa e relativamente mais cara, pois é preciso adquirir os roteadores.

Em árvore: essa topologia baseia-se na hierarquia entre várias redes e subredes. Nela, um ou mais concentradores ligam as redes primárias, com um ou mais concentradores superiores que ligam os concentradores locais. É muito usada para ligar repetidores e hubs.

É bem mais complexa que as demais e demanda grandes investimentos. Em contrapartida, a detecção de erros é fácil e a conexão permanece segura mesmo diante de instabilidades. Uma das vantagens desta “topologia mãe” é que permite ligar outras topologias, formando as híbridas – nosso grande assunto de hoje!

Rede híbrida ou mista: prós e contras

Sua definição é intuitiva: possui duas ou mais topologias juntas ligadas de maneira não uniforme. Assim, é possível alterar e adaptar com facilidade os trechos específicos de acordo com as necessidades da empresa.

A principal característica de uma topologia híbrida é sua adaptabilidade, o que a torna ideal para instalação em grandes redes. Também é escalável, pois permite que sejam adicionados e retirados nós de maneira simples, sem que a qualidade de transmissão seja afetada. Por sua configuração seccionada, a detecção de falhas e solução de problemas é bastante fácil e rápida, o que a torna uma rede bastante confiável.

A topologia híbrida também é a mais complexa disponível, podendo ser mais ou menos imbricada de acordo com as suas intenções e a extensão da rede. Consequentemente, é a estrutura que mais demanda investimentos e cuidados com projeto: você deverá estudar as necessidades, montar as estratégias para sua rede e adquirir os equipamentos específicos de cada topologia que decidir acrescentar.

De qualquer forma, mesmo considerando os gastos envolvidos, é quase impossível escapar do modelo híbrido quando se trabalha com redes muito grandes. Nesses casos, cortar custos pode significar prejuízos de funcionamento que exigirão gastos e esforços de manutenção – o que contradiz os propósitos de uma rede simplificada. Com um projeto inteligente e otimizado, é possível construir redes híbridas eficientes sem investimentos absurdos!

E aí, informado? Para saber mais sobre redes, tecnologia e conectividade fique sempre ligado no blog da Conect WI. As atualizações são semanais! Para qualquer dúvida ou sujestão, nossos comentários estão abertos. Vamos gostar muito de conversar com você!

Até a próxima!

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